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Ultraromancista


As vezes, penso: Pra quê tanto romantismo? Será que eu não consigo encarar a vida de outra forma,sem que seja na mais bela ingenuidade do amar?
É incrível como não consigo deixar de ser uma boba apaixonada. É como se, cada pequena coisa, representasse o mundo pra mim. Cada olhar, cada sorriso, cada gesto...TUDO. Todas essas coisas que passam despercebidas para muitos, e que para mim tem um enorme valor.
O simples estar perto da pessoa amada, a simplicidade em cada palavra, cada conversa e a tristeza no meu olhar ao ter que me despedir. Isso me persegue durante toda a noite, é difícil colocar a cabeça no travesseiro e não pensar nele, e saber que tudo isso é como se fosse um sonho, porque amanhã quando acordar, terei que encarar um dia inteiro ou talvez dois, sem poder vê-lo, ouvi-lo, apenas com a lembrança e à espera do dia em que eu não sinta mais isso. O dia em que o terei sempre ao meu lado.
Meus pensamentos estão cada vez mais confusos e torna-se difícil transportá-los para o papel. Meus textos, meu desabafos, não estou conseguindo mais escrevê-los. O que houve com aquele amor todo que queria tanto explodir? É...Eu acho que explodiu mesmo.
 Agora, sinto tantas coisas, meu coração batendo mais forte, mas mesmo com tudo isso, meus textos não são mais os mesmos. É como se eu tivesse perdido a essência que me fazia escrever, é como se agora, depois que conquistei o que meu coração tanto queria, eu não precise escrever e mostrar a vocês meus maiores sentimentos, minhas alegrias.
E minha alma de escritora? Será que não sou mais uma aspirante a romancista? Talvez isso tudo seja uma fase e quando toda minha inspiração maluca voltar, eu esteja mais preparada, escrevendo melhor. Meu futuro a Deus pertence...Porque o espaço que havia no meu coração, já foi preenchido.

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